Pelo menos metade da comunidade quadrinista mundial compartilha do mesmo sonho de ser autor de uma dessas histórias épicas enormes, recheada de mais de 300 capítulos e com um enredo complexíssimo. Em contraponto, as one-shots, quase um exato oposto do exemplo anterior, vem ganhando bastante espaço na rotina de artistas por aí, e com visibilidade principalmente cedida pelo SMA.

No que elas podem te ajudar? É por ela que você deve começar sua carreira? Na verdade, o que é uma One-shot?!

Tá Perdido?

One-shot, para os leigos, é o termo utilizado para resignar mangás que contenham só um capítulo – ao mesmo tempo que sua trama apresente um início, um meio e um fim. Em suma, uma one-shot não possui continuidade; como um livro único.

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1. Narrativa

É importante, nesse caso, fazermos comparações com série grandes e que já possuem um estilo de narrativa característico. Na concepção de uma oneshot, você terá a experiência de  fazer uma narrativa que terá seu início, meio e fim. Isso, na verdade, sem contar do grande desafio em apresentar personagens, criar o problema (o que é muitas vezes o motor deles) e depois resolvê-lo; coisa que uma série nas mãos de alguém amador raramente terá alcançado.

Uma one-shot compactua em proporções menores os atributos necessários que uma história deve possuir para que seu conteúdo seja considerado de qualidade. Não só como diversão, um mangá de único capítulo também exercita sua criatividade, o faz concluir tramas, desenvolver suas habilidades como roteirista ou desenhista, aprender a evoluir seu lado crítico, aprimorar qualquer tipo de criação para a história e diminui consideravelmente os furos no roteiro (com a meta sempre sendo zerá-los por completo).

2. Tempo

Organizar o tempo e fazê-lo seu aliado enquanto a produção do material está a todo o vapor é uma das engrenagens mais poderosas que você pode ter. Saber aproveitar seu dia em prol do seu quadrinho é, também, criar em paralelo uma rotina de criação; o começo e o fim diário do seu expediente como artista.

Uma one-shot o auxilia até mesmo em afazeres que antecedem seu período de fazer arte. Ou seja, cria-se assim uma espécie de relógio, onde cada hora deve trabalhar para que você esteja livre de distrações até o horário de pegar no mouse/lápis chegar.

3. Liberdade

Não se manter preso a produzir somente um gênero específico significa liberdade, principalmente quando essa vem de mãos dadas com a satisfação de ter, finalmente, conseguido finalizar uma história.

A partir da perspectiva de sempre procurar por evolução, se libertar das rédeas da monotonia criativa é arriscar seus atributos em outras histórias com um tema completamente diferente da ideia trabalhada anteriormente.

Zona de conforto foi feita para saber quando devemos sair dela, e sair com vontade de levantar quando, inevitalmente, formos cair de queixo no asfalto quente – empurrados pela
inexperiência.

4. Continuação

Por mais que soe contraditório citar a palavra continuação quando também abordamos o erro de se manter a uma única história, precisar dar continuidade a uma trama pode ser um bom sinal.

Uma vez que sua história dê certo e/ou uma editora adore seu quadrinho e decida publicá-lo, você terá a liberdade de prosseguir ou não com a história (decidindo continuar, 10! Decidindo não continuar, 10!).

Quantas One-shots você já fez? Bastante? Pouco? Conta aí pra nós, e no embalo já nos diga se você concorda que a importância delas também está ligada ao fato de tornar menos
assustadora uma história mais complexa.

A matéria acima teve seu conteúdo inteiramente baseado naquilo que vivemos e presenciamos. Você, como quadrinista, tem total autoridade para achar e escolher o melhor
caminho para o bom andamento da sua evolução.

Esperamos que tenha gostado das dicas. Se sim, não esqueça de compatilhar!!!

Texto por: Kelson Martins e Fernando Costa.

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